Escrito a 4 anos atras...
Às vezes as palavras valem mais que atos, e eu descobri isso na pratica.
O que eu posso fazer, eu era nova, não sabia nada do mundo, mas tenho certeza, o mundo já sabia muito de mim. Tento esconder o que é obvio, pelo menos para os outros. Eu, sempre tentando ser uma pessoa enigmática. Acabo por descobrir que tudo o que eu sou, um apenas um ser humano calculista e esnobe. Mas não deixo transparecer, só eu vejo essa minha outra face. Ninguém me conhece bem, nem mesmo minha mãe. Isso me da agonia, talvez por eu ser assim, perco as oportunidades de ser feliz, parece que nada é bom pra, tudo tem que ser perfeito, e é talvez por isso que eu talvez esteja no fundo do poço, ou quase la.
Tudo começou com palavras, “palavras apenas, palavras pequenas”.
Não sei como vai terminar, espero que termine bem.
- Eu nunca vou me casar! Nem ter filhos!
-Serio filha , quer dizer que você não vai me dar um netinho!
-Ah, mãe. Não quero filhos!
Porque eu disse isso, nunca devia ter dito isso!
Com o passar dos anos, eu estava cada vez mais sozinha, as poucas “amigas” quase toda semana me decepcionavam ou era eu que decepcionava elas. Até que certa manhã eu me cansei, cansei de tudo, dos meus defeitos, da minha arrogância, imperceptível aos olhos alheiros. Decidir mudar, planos escritos em papel não fazem efeito para mim.
Então, nada mudou. Tentei de novo nada mudou. Até que desisti Tentei de novo, desisti de novo. E agora estou aqui, tentando passar a todos o meu desantinoso devaneio. Por obra minha, talvez. Mas no fundo ainda tenho esperança por minha vida, nunca vou desistir, de vez é claro!
Agora, depois de ficar uma noite sem dormir, lendo historias de amor, sangue e eternidade, me toquei como esta minha vida, minha pobre vida. Olhando agora pra fora, vejo o amanhecer, são seis e onze da manhã. Talvez o rumo de minha vida mude agora, pra melhor, um pouco de muita felicidade e amor é somente o que eu preciso, alem, claro, que essa solidão cesse em meu peito. Não quero o perfeito, quero o que todo ser humano merece, porque simplesmente eu sou um deles!
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