segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A quem puder ouvir...



Porque outros já não podem
Fazer o que fazes agora
Sua estoria se findou
Se perdeu no vazio do nada
Nao lhe restam sorrisos
Nem magoas
So o vazio prevalece

De dentro da escuridão, da dor
Na boca o gosto do medo
Não existe mas palavras, atos
Para se manter em segredo
Amigos choram por ti
Inimigos festejam seu fim

A boca que beijaste
De outros agora são
o amor nunca existiu
cada palavra, cada toque
ficou na memoria
Na ala da invenção

Morreu sem viver
Mas o fizestes sabendo
Que ninguém agora
E em seculos infindos
Viveu sem morrer
Jogaste tudo na lama
E o lodo fez o seu dever

Se a salvação existisse
Nao iria a seu lar
Ninguém sabe, mas nasceste
Com a virtude mais eterna
Amar, sofrer, morrer
Sem pedir, e sem aceitar
Ser infeliz por dentro
Por nunca saber se vao te amar
Quando o sofrimento vai acabar
E porque a morte insiste afetos teus tirar

jéss Seravla