terça-feira, 21 de setembro de 2010

Meu interior part. 2


 Escrito a 4 atrás...

Depois de me embriagar com sol ardente, surtei. Tive uma crise. Tudo queimava por dentro. E pela primeira vez, eu não sabia porque eu chorava. Meu corpo queimava e eu me arrepiava, meu coração batia em outro lugar.
Parecia que tinha algo ou alguém perto de mim. tremi, ouvi barulhos la fora. estava em meu quarto da casa que não era minha. Olhei para fora. Não havia nada, ou se havia não consegui identificar. Não sei se achei a pista, ou se estou enlouquecendo...

..........................................................................................................................................................................
O ano chegou.
E eu.
Não consegui pensar em nada sobre o que eu era. se eu havia mudado. Era desesperador, lagrimas corriam em meu rosto em meu coração queimava.
Me senti mal. Abri a janela e tudo começou outra vez. Entaão não me convenci, mas suspeitei que tinha algo la fora que mexia comigo. Vinha no vento... O telefone toca, era apenas uma chamada normal, cotidiana. Me acalmei, mas podia ainda ouvir meu coração bater forte dentro do peito. Abri a janela pela maltida terceira vez, a expressão "olhar mais de perto e abrir os ouvidos" ecoou em minha mente, ouvi ruidos e cachorros latindo. Um vizinho acendeu uma luz, então me toquei que ja era noite, e pude ver ainda as sombras de galhos e plantas no muro. Me traquilizei enfim!...


............................................................................................................................................................................
É reencontrei os conhecidos.
Tudo nas mesmas.
Eu não esperava nada alem disso. Rotina . Monotonia.
Pelo menos isso me deixava traquila.
O resto do meu grupo estavam me procurando. Sentem minha falta. É eu sei, nas ferias eu desapareço. Fico o mes inteiro fazendo planos. Planos que eu raramente os cumpro.
Mas, neste ano fou diferente. Não fiz planos, nem promessas, só apelos. Cansei de me esforçar sem retorno. Só o farei, se receber certeza de que, enfim, serei recompensada.
Ás vezes em mim, aparece outra pessoa, uma pessoa fraca que vive por viver. "Dizem" que tenho muita força interior. Acho que para ela aperecer, preciso de um cerebro menos fragil. Mas tenho um corpo forte. Ela aguentou 14 anos de quedas e esbarramentos em paredes duras...
Estou sofrendo muito. Mas me sinto forte de alguma maneira, não sei qual é! Acho que serei forte o bastante para enfrentar o que estar por vir. Eu queria saber o meu lugar no mundo. Sempre quis. Mas a cada decepção que vivo, sinto que não sou nada. Coisas muito pequenas me atingem e me derrubam, sempre. Tudo de bom na minha vida, foi obra dos que me querem bem, simplesmente porque eu destruo a minha paz interior muito facilmente, e com isso, perturbo todos ao meu redor. Todos, são as pessoa resposaveis por mim. Pessoas que tem que me proteger, me salvar, me ajudar, mas sei que elas não cumprem totalmente seus papeis. Eu não sou a vida delas. Confesso, ninguem é obrigado a nada, a nada por mim. Acho que elas só queriam estar ao meu lado e ajudar quando necessário!
E, sendo uma criatura frágil, eu não sobreviveria no mundo dos fortes, dos grandes. E é nessa hora que eu afirmo para mim mesma. Tenho uma missão especial a fazer aqui. Senão, porque eu seria criada. Para sofrer. Tenho qualidades, adoro ajudar a todos, mas sinto que neste momento sou eu que precise de amparo, proteção e amor.

Meu interior part. 1

Escrito a 4 anos atras...


Às vezes as palavras valem mais que atos, e eu descobri isso na pratica.
O que eu posso fazer, eu era nova, não sabia nada do mundo, mas tenho certeza, o mundo já sabia muito de mim. Tento esconder o que é obvio, pelo menos para os outros. Eu, sempre tentando ser uma pessoa enigmática. Acabo por descobrir que tudo o que eu sou, um apenas um ser humano calculista e esnobe. Mas não deixo transparecer, só eu vejo essa minha outra face. Ninguém me conhece bem, nem mesmo minha mãe. Isso me da agonia, talvez por eu ser assim, perco as oportunidades de ser feliz, parece que nada é bom pra, tudo tem que ser perfeito, e é talvez por isso que eu talvez esteja no fundo do poço, ou quase la.


Tudo começou com palavras, “palavras apenas, palavras pequenas”.
Não sei como vai terminar, espero que termine bem.




- Eu nunca vou me casar! Nem ter filhos!
-Serio filha , quer dizer que você não vai me dar um netinho!
-Ah, mãe. Não quero filhos!
Porque eu disse isso, nunca devia ter dito isso!

Com o passar dos anos, eu estava cada vez mais sozinha, as poucas “amigas” quase toda semana me decepcionavam ou era eu que decepcionava elas. Até que certa manhã eu me cansei, cansei de tudo, dos meus defeitos, da minha arrogância, imperceptível aos olhos alheiros. Decidir mudar, planos escritos em papel não fazem efeito para mim.
Então, nada mudou. Tentei de novo nada mudou. Até que desisti Tentei de novo, desisti de novo. E agora estou aqui, tentando passar a todos o meu desantinoso devaneio. Por obra minha, talvez. Mas no fundo ainda tenho esperança por minha vida, nunca vou desistir, de vez é claro!

Agora, depois de ficar uma noite sem dormir, lendo historias de amor, sangue e eternidade, me toquei como esta minha vida, minha pobre vida. Olhando agora pra fora, vejo o amanhecer, são seis e onze da manhã. Talvez o rumo de minha vida mude agora, pra melhor, um pouco de muita felicidade e amor é somente o que eu preciso, alem, claro, que essa solidão cesse em meu peito. Não quero o perfeito, quero o que todo ser humano merece, porque simplesmente eu sou um deles!