Djeanine, uma história
por: Jéss seravla
Como o tempo passa rápido. E isso favorece o esquecimento. Não, eu não me esqueci de um anjo caído como este. Mas minha angústia continua. Números, ruas, estavam na minha frente, porque me deixei levar pela preguiça?
E esperei. Com o tempo sentia que ela estava cada vez mais longe de mim, e eu cada vez mais perdida. Então decidi por enquanto me ocupar com outras coisas, as que estavam mais perto de mim. E escrever era uma delas. Em minha cabeça pairava a ideia de escrever-lhe cartas, mas não conseguia.
..................................................................................................
Hoje
Fraca.
Tudo isso é o que eu fui quando escrevi isso. A coisa mais fácil do mundo quando se quer encontrar algo é começar a procurar.
E isso eu não fiz
Talvez um dia eu me perdoe por isso, mas hoje, hoje não.
.......................................................................................
E foi assim que decidi contar sua história. Para que eu a encontrasse em minha própria folha de papel. Eu achava isso um pouco, egocêntrico, mas essa foi a minha primeira decisão. Era um pouco o meu jeito de ser.
Ser.
Sou um ser tão confuso, mergulhado em meu próprio desespero, as vezes tiro as paz dos outros, por não saber resolver meus problemas. Mas, nesse caso, eu tinha que agir sozinha. E então comecei a fazê-lo.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário