terça-feira, 11 de maio de 2010

Poesia



Como?!


Como oh mestre, não derramar por ti

Lágrimas em pálpebras dementes

Se ao lembrar de teu tormento

Não paralisar-se na angustia e na dor


E ao pensar que muitas vezes

Tão solitário ficou no alento

E eu sem poder fazer nada

Para acabar com esse fervor


Maldigo esse impiedoso tempo

Que com quase dois séculos

Me separaram de ti


Mas habita em mim a esperança

Que um dia sem escrúpulos

Te encontrarei enfim

J.S.

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